tudo de bom
16/05/2013
Eu quero que você, que nunca foi a Paris, ganhe uma viagem de presente, e tenha dias de filme. Que você conclua seu projeto. Que você sinta amor, paixão e tesão e seja correspondido. Espero que aquele seu plano secreto se concretize. Que tudo funcione da melhor forma possível pra você. Tomara que você seja o melhor filho para os seus pais, e o melhor pai para seus filhos. Que os vizinhos lhe queiram bem, que a vida lhe trate com elegância e que você tenha um bom amigo, ou mais que um. E que vc seja bem surpreendido alguma vez. Torço pra que o trabalho que vc faz seja apreciado à altura da sua dedicação e do seu merecimento. Torço pra que seu companheiro realmente te acompanhe, te respeite e te ame. Desejo que todos os dias da sua vida sejam de paz. E que a alegria seja a sua visita mais frequente. Se a tristeza pensar em chegar, que seja leve. Sombra, água fresca, música, dias ensolarados, chuva prazenteira, longas noites de amor e riso. Te desejo vida com uma pitada de sal, um pouco de açúcar, e uma pimentinha. Boa comida, bebida e juízo, só o quanto baste. Que a temperatura seja amena e a maré, mansa. Que as tempestades lhe sejam suaves, mas se forem fortes, que sejam breves. Desejo tudo de bom pra você.
o poder na sua mão
06/05/2013
♫ O barato do financiamento coletivo, como o que estou fazendo para levantar fundos pro lançamento do meu CD, é que a gente ganha o poder de escolher o que quer ouvir, e sai da posição passiva, de ouvir a música que escolhem pra gente ouvir. Isso é revolucionário.
Falta uma semana para o fim do nosso prazo. Conseguimos reunir 72% do total. O negócio é fácil, simples e barato. Vc compra seu CD, seu ingresso pro show, e me ajuda a fazer um lançamento bacana. Dá uma olhadinha aí no link.
obrigada ♫
lançamento do CD Jamba, de Andrea Dutra
O show de lançamento vai acontecer na Sala Baden Powell, dia 25 de maio, às 20h, copacabana, RJ.
abre alas
04/05/2013
Peço licençaê, meu pessoalzinho, cariocas e selvagens de todas as tribos: quero passar.
Na minha casa se ouvia Românticos de Cuba, Metais em brasa, Burt Bacharach, Chico Buarque, Bethânia e Barbra Streisand. E Domenico Modugno. Rock progressivo, tb. Ipanemense que sou, não nasci no samba, não posso negar. mas quem, como eu, viu o Simpatia sair, nos anos 80, despejando uma onda de alegria pelo bairro, foi atrás e não voltou mais. Aqui no meu quintal, com sua licença, às vezes até se jonga. E tocamos música instrumental, Cole Porter e Coltrane. Além do Fundo, do Caetano e do Djavan, Bill Evans é deus. Assim como Bach, Chopin e Erik Satie*, que fizeram uma música que não se vai mais fazer. Desbravadores, como Miles Davis e Ella. Como Pixinguinha, Villa Lobos, Zé Keti e Garoto, como Tom Jobim. Nunca mais.
Mas o pessoal aí do samba vai ter que me perdoar, pq eu adolesci na Era Disco. Saturday night fever, Earth Wind and Fire, Whitney Houston, Sly and family Stone. E até Olivia Newton John, perdoai! Mas, qdo subo no salto e ataco de diva, com perdão da má palavra, estou dando vez ao morro e, por dentro, descalço os pés, pra me ajoelhar no meu altar. e qdo confesso que o samba é o melhor lugar, sei que dentro de mim mora um groove, e não consigo fazer ele parar de dançar.
é por isso, meu povo do bom jazz, q eu vou pedindo licença e passando, encantada com Erika Baduh, como quem vê a Portela passar. o tantan sapeca num pagode, e lá vou eu, sambando no pé pelo chão de cimento. paro pra admirar o bandolim do Hamilton de Holanda, me deleitar com o violão do Sergio Santos, me encantar com as músicas do Pauleira, e levitar com o sopro do Gabriel Grossi.
aos meus compadres e parceiros, meus irmãozinhos e cumadis, preciso revelar um segredo: adoro um piano que toca quase em silêncio, com uma bateria tocada às vassourinhas, um baixo acústico, e uma melodia sinuosa e bela, pra deitar os cabelos. o jazz me acomoda o coração e faz com que eu me cale, como que pra me educar, me fazer escutar, usar os ouvidos de ouvir. tb adoro música sem palavras. Mas as letras da MPB são as mais lindas das lindas, com todos os seus poemas que desafiam melodias, e os batuques febris de todas as Áfricas, daqui e de lá. o mundo inteiro é uma louca nação de índios e de pretos, cheia de música de todos os tipos, por que preciso escolher só uma?
abram alas: quero passar com a minha música, entrópica, viralata, mestiça como eu.
*(o nome deste blog é uma homenagem a ele, que tem uma peça chamada “Avant-dernières pensées, ou penúltimos pensamentos)
o sonho acabou
01/05/2013
nunca mais na vida vou ter coragem de entrar numa padaria, escolher um sonho grande, daquele que tem creme amarelo explodindo pelas bordas, molhadinho, gordo e pesado, passado no açúcar noiva, e cravar nele os dentes, sentindo aquela textura da massa lisa, que gruda no céu da boca, misturando com o creme aromatizado com baunilha artificial e aquele açúcar que cola no contorno da boca, açúcar noiva, aquele mais fino de todos, que a gente limpa passando a ponta da língua em volta dos lábios, até o bigode e às vezes, na pontinha do nariz. alguns segundos depois, entra na corrente sanguínea um tiro de glicose, seguido de um shot de insulina, um barato que nenhuma outra droga. e aquela mansidão que vem a seguir, como aquele frouxo pós-coito ou pós-10 minutos de choro aos soluços. no final, a gente lava tudo com água.
esse sonho não vai mais dar pra realizar.
ao infinito e além
28/04/2013
Respeitável público,
Descobri que ganhar dois minutos do dia de uma pessoa é a coisa mais difícil do mundo! Mas vcs, que já gastaram muitos minutos comigo, são diferentes. Então eu queria pedir pra vcs assistirem a esse video aqui, que demora só um cadinho mais que dois minutos:
A realidade é a seguinte: preciso de ajuda para levantar fundos pra lançar o meu CD Jamba, do qual vcs tanto já leram por aqui. O custo é altíssimo, mesmo pra fazer a mais simples das produções. Precisamos de R$!5,900. Tirando taxas e custo, sobram R$10 mil pra nós, pra pagarmos tudo o que precisamos, de equipe a material de divulgação. Juro que essa grana só dá pra saída.
Até agora, mais de 100 pessoas

a little respect
08/04/2013
só por hoje abrir os olhos e tirar da frente todo julgamento. olhar para as coisas aceitando o jeito de ser de tudo, sem cair na tentação de pensar se-fosse-eu, se-fosse-comigo, tá certo, tá errado. não pensar em nada. só olhar e ver e aceitar e apaziguar o coração da mania terrível de consertar o que está fora e deixar o de dentro quebrado.
fechar os olhos para o erro do outro e enxergar o meu. direção defensiva, fazer o bem, esperar o bem, sempre, sempre, no matter a situação. só por hoje olhar para todas as pessoas do mundo com o mesmo olhar. o mendigo, o professor, o amigo, o porteiro, a balconista da farmácia, a senhora, a adolescente. sem julgar nada. sem achar nada. sem classificar. sem rotular, sem querer entender nada. só aceitar.
sai na rua assim hj. a cada vez que vinha um ímpeto classificatório, um achismo, eu vinha com a mão pesada da educação pela pedra e e afastava pra lá a tentação. respeitar, sem julgar, sem achar nada. só respeitar todas as escolhas, todas as diferenças, todas as pessoas e coisas sobre a mesma face da terra onde ando.
e de só-por-hoje em só-por-hoje, um dia terei treinado o meu olhar para simplesmente aceitar toda diferença como semelhança.
canceriana*
05/04/2013
lembro de detalhes de coisas, mas não lembro das coisas. lembro de um momento x no Rock in Rio 1, mas não lembro que shows vi, nem quantos dias fui, nem mesmo em quantos rock in rio eu fui, como as pessoas lembram. mas lembro bem do cheiro da lama, da roupa grudada de chuva.
também não lembro como foi o show do Elton John, que vi em Londres, embora lembre da sensação de estar num megamastershow pela primeira vez, Wembley, todo aceso! e do brilho prateado dos programas do show. Louder than concorde, but not quite as pretty. canceriana: vão-se as lembranças, ficam as impressões.
imagino que Proust deve ser chatíssimo pra um monte de gente! aquelas super impressões em nanodetalhes. pra mim, deliciosa sintonia fina. não lembro exatamente como foi meu primeiro beijo, mas da atmosfera. da primeira vez, só flashes. da melhor noite, a vibração, cenas desconectas. e palavras. dos momentos importantes da minha vida, lembro pontualmente, muitas vezes só de um detalhe que não me escapou e marcou a cena: um som, um gesto, um jeito. instantâneo quase fotográfico, que assina o momento, inconfundivelmente.
a memória é como um repertório vasto, vastissimo, de palavras e cenas empilhadas e de significados emocionais todos que há. mesmo os que a gente nem imagina. adoro usar esse repertório, não pra lembrar, não pra sentir saudade. não tenho nostalgia de nada, de época nenhuma, de nenhum momento da minha vida ou da humanidade. zero inveja, zero remorso. simplesmente nao penso pra trás, embora isso contrarie, dizem, os preceitos do sol em câncer. mas adoro colecionar esse repertório para usar, como arsenal, como minha arma doce, minha biblioteca de impressões, minha língua só minha, minha lente. coisa de canceriana.
*pra vcs tb, Elisa e João, amigos amados, xarás de signo solar, cancerianos de raiz.
tá no ar!
03/04/2013
vida de bailarina
02/04/2013
diálogo entre dois gatinhos, entreouvido na academia:
“po, cara, tu tem que ver a comida que eu fiz hj (se olhando no espelho, levantando a camisa pra apalpar os gominhos do tanque): peito de frango grelhado, omelete de 6 claras, arroz integral e salada.”
o interlocutor, tb se olhando no espelho, responde: “po, e eu? peito de peru e um pratão de verdura sem azeite e sem sal. vou ficar sequinho, broder”
“podicrê, mermão”
mea culpa
22/03/2013
somos todos iguais. Tá, uns mais iguais que outros. uns completamente diferentes. passamos a vida procurando nossos pares e deles nos aproximamos e ficamos agrupados assim, por afinidades. algumas reais, algumas presumidas, algumas apenas desejadas. nos aproximamos do que nos identifica, ou do que desejaríamos que nos identificasse. mas a vida não permite esses territórios fundamentalistas. no dia a dia, a gente esbarra com gente – de bem – totalmente diferente da gente. amigo de amigo, amigo de parente, parente de parente, parente de amigo. não tem como evitar e nem deve. é saudável saber respeitar outros mundos. o exercício diário de tolerância com a diferença, mesmo aquela que nos agride os valores, que nos incomoda, que nos indigna, é um dever de casa da vida, que recebemos todo dia, se quisermos, pra aprender alguma coisa. me envergonho de pensamentos preconceituosos, de pré-julgamentos, de achismos, de definições apriorísticas, de classificações e antecipações indébitas. me envergonho da minha mente tacanha disfarçada de aberta e disponível. todos os dias, quero tirar de mim essa mentalidade classe média cega e burra e alçar voos do tamanho do mundo real, onde tudo pode, onde tudo existe, onde tantas verdades co-habitam.
essa é a minha oração. é por isso que, todos os dia, bato no peito, peço perdão e confesso: mea culpa, mea maxima culpa. prometo melhorar. amém.
afazeres
16/03/2013
pedido
23/02/2013
é sabado e eu acordo tarde, como sempre, mas sem despertador. passando por uma fase de resguardo e descanso, sem festas, sem drogas, sem roquenrol, me sinto leve ao acordar, longe do insensato mundo, distante de tudo. mas basta colocar uma música pra tocar e as lágrimas descem, como se eu tivesse uma tristeza profunda guardada. não sei que choro é esse, de onde ele vem, mas vejo fotografias de gente querida e choro, ouço músicas lindas e choro. choro por absolutamente tudo. as demandas brotam, aos jatos. na minha lista de desejos tem tanta coisa, de sapato novo a sucesso internacional, que direito tenho eu de querer ainda mais? quero viabilizar minha vida, minha carreira, quero que meu disco cumpra um lindo destino. que, além de levar minha música pro mundo, ainda seja um sucesso, querido, comentado, elogiado, multiplicado. quero que ele fale por mim. quero encontrar forças que perdi, quero que meu empenho não arrefeça, que minha determinação se sustente sobre todas as coisas, sobre todas as intempéries que conheço de perto, mesmo dentro do turbilhão inimaginável em que me encontro, com muito mais problemas do que sou capaz de resolver. quero me sentir bem comigo mesma outra vez, quero que minha força de vontade seja dominante e mandatória, quero me livrar de todo mal, amém. peço e nem sei pra quem pedir. onde está aquele grande pai que nos ouve e atende? deus? o universo, o cosmos? Na dúvida, peço pros amigos espirituais, pra mamãe Oxum, pra Xangô, pra Santa Teresinha, pro anjo da guarda. Não acredito em nada, mas não posso me dar ao luxo de desacreditar. Quem é ateu e viu milagres como eu… Mas hj, assim, chorosa, com doze trabalhos de Hércules pra realizar, com zero recursos e nada nas mãos, ainda penso cá comigo: é ousado demais querer ainda mais, é pedir demais querer um namorado que goste de mim como eu sou? pra quem eu seja suficiente, sem tirar nem pôr?
saiu!
21/02/2013
a chave
23/01/2013
um manda vc fazer o que o coração determina. outro manda vc fazer pensamento positivo e repetir mil vezes o que quer, até convencer seu cérebro e o universo conspirar a favor. outra diz pra ter cuidado com o que vc deseja pq, o que vc deseja, acontece. outra diz pra correr atrás do que quer, incansavelmente. uma diz pra ficar onde está, que o que é seu, vem até vc. outro diz que as leis espirituais do sucesso são 7. outra diz que são 4. madame diz que a física quântica é o grande lance. o outro cita a bíblia. uns dizem que o chico xavier é o cara. dalai lama é top 10. outro diz que tá de cabeça feita pela decisão de ter cabeça feita. uma diz que a felicidade encontrou seu endereço e nunca mais saiu. como comprovado anteriormente, qq coisa serve, até acreditar numa pedra e atribuir a ela a mágica da vida.
mas minha pergunta é anterior: e a chave, onde se compra a chave da fé e do desejo? depois que se perde aquela que vem de fábrica, como mandar fazer a cópia da chave perdida?
o sistema
16/01/2013
eu sempre pensei no “sistema” como inimigo nº1 de gente legal. os caras do sistema são aqueles que compram carros enormes com tração nas 4 rodas, sem terem a menor intenção de pisar numa estrada de terra. o sistema é aquele cara meio babaca, careta, reaça, que lê revista Veja, vota no mauricinho e manda o filho fazer intercâmbio nos EUA. o sistema é aquele monstro que ceifa talentos, que enterra dons, que molda a criatividade a seu favor e tenta engarrafar o mar. o sistema obriga pessoas a conviverem e se aturarem, mesmo sem terem nada a ver. o sistema vende refrigerante como sendo uma coisa boa. o sistema classifica pessoas em prateleirinhas. o sistema faz pessoas só poderem ir à praia no fim de semana, todas ao mesmo tempo, engarrafadas no seu desespero por viver o lado bom da vida só até domingo à noite. o sistema faz as pessoas fazerem a mesma coisa, na mesma hora, todos os dias da vida. rouba o tempo de viver, as horas com os amigos e a família, até as pessoas ficarem conformadas e velhas demais para fazer o que quiseram fazer de verdade. mas tiram férias uma vez por ano, se aposentam, vão à Europa trocam de carro, criam filhos, tiram fotos no natal. e sempre podem ter um hobby pra aplacar a rotina. morte horrível.
fiz escolhas pessoais e profissionais de ficar sempre ao largo, transitando apenas o necessário nos sistemas que se empilham por aí, por sobrevivência, e escolhendo viver de outras maneiras. até tentei me adaptar, mas não consegui. jovem demais pra morrer, velha demais para o rockn’roll, agora estou numa categoria meio hippie-meio looser, meio louca-sonhadora, invejando a paz e o conforto de quem se adaptou. a verdade é que até hoje não me conformo, mesmo nessa idade e nessa situação. estou nua diante de um tiranossauro rex faminto, pronto pra me devorar.
mute
16/01/2013
Feliz CD Novo!
31/12/2012
Na boca do novo ano, recebo a notícia de que meu CD, Jamba, já está na pré-venda no iTunes. Não poderia começar o ano de um jeito melhor, olhando pra frente, pro sucesso, pra realização de um desejo tão intenso! Com vcs, Jamba!
https://itunes.apple.com/br/album/jamba/id590389882
Obrigada pela audiência, pelos ouvidos, pelos olhos, por todos os sentidos envolvidos neste nosso relacionamento virtualmente íntimo.
Vamos a 2013 com o peito aberto para as mudanças que o tempo sempre traz.
Pra todos vcs, meus queridos, saúde, prosperidade e amor!
tanto
28/12/2012
2012 está no top 3 dos anos mais agudos da minha vida:
nunca estive tão pobre, tão fudida, tão sem perspectivas;
nunca tinha tido um problema sério de saúde e essas coisas que nos humanizam;
nunca fui tão prestigiada como artista, tão amada, tão respeitada, tão incrivelmente bendita entre aqueles que admiro;
nunca tinha tido um produtor tão amável, que me deu um disco que eu desejava tanto fazer;
nunca tive tanta certeza do que estou fazendo;
nunca fui tão ajudada;
nunca fui tão despojada, tão desguarnecida, tão desapegada e tão plena;
nunca fui tão inteira. e tão crua.
é muito, é tanto….

exclusividade
01/12/2012
vc não é a única pessoa do mundo com a sua idade. vc não é a única mulher do mundo que tem celulite. vc não é a única pessoa do brasil que não tem grana. vc não é a única pessoa do mundo que tem problemas. vc não é a única pessoa do mundo que tem filhos. vc não é a única mulher do mundo que não tem filhos. vc não é a única pessoa do mundo que sabe cozinhar bem. vc não é a única pessoa do mundo que sofreu uma perda. vc não é a única pessoa do mundo que terminou um relacionamento importante. vc não é a única pessoa do mundo que sabe fazer bem o que vc sabe fazer bem. vc não é a única pessoa do mundo que fez uma merda inestimável. vc não é a única pessoa do mundo que acertou. vc não é a única pessoa do mundo que tem sorte, nem a única que tem azar. tudo está no mundo igualmente distribuído para todos. vc não é especial. vc não é preterido. as coisas estão no mundo, minha nêga. é tudo nosso.




















