medo de rainha
5 Julho, 09
“Unmarried, I have no master, childless, I am a mother to my people, God give me the strength to bear this mighty freedom”, disse Elizabeth no filme, portentosa, aterrorizada e toda poder. Na volta pra casa chorei pela rua, pensando nela e em mim: deus me dê forças para suportar essa liberdade poderosa.
ontem comprei uma blusa em que se lê: “Sorry, but I’m the queen” ;) pisc

guerra dos sexos
2 Julho, 09
Homens e mulheres são considerados sexos opostos. Engraçado serem opostos e não contíguos ou complementares ou qq outra coisa assim, mais amigável. Opostos. Vejamos o que diz o Aurélio:
oposto
1. Que está em frente; fronteiro
2. Contrário, inverso, contraposto
3. Contraditório (1): Estas afirmações não combinam: são opostas.
4. O que é contrário; inverso
complementar
1. Que serve de complemento.
2. Pertencente ou relativo a complemento.
3. Que sucede ao elementar. [Sin. ger.: complementário.]
contíguo
1. Que está em contato; unido.
2. Próximo, vizinho, adjacente
Por que opostos, por quê?

parceria
one day in your life
26 Junho, 09
Though you don’t need me now
I will stay in your heart
And when things fall apart
You’ll remember one day . . .

o que quer uma mulher
23 Junho, 09
nos últimos dias ouvi, de 4 homens entre 30 e 41 anos, a mesma queixa: que as mulheres só querem saber de sexo.
Um deles disse: as mulheres de 20 aprenderam a transar vendo filme de sacanagem na internet, é a referência delas. Acham que o legal é xingar, gemer alto, pedir tapa na cara, fazer caras e bocas. Best performance para um oscar erótico, mas pouco eficaz no quesito intimidade, que afinal, é what it’s all about. E não passam disso.
Outro disse que as mulheres de trinta começam pela cama. Julgam o cara pela performance e nunca mais olham pra ele, caso ele nao seja o que elas queriam que ele fosse. Invariavelmente, um garanhão incansável. Reclamou que elas banalizaram o sexo. Menor sensibilidade para o ser por trás da ferramenta.
O de 41 falou: vc convida a mulher pra ir na sua casa, tomar um vinho, ouvir um som, cozinhar, faz um clima, e ela passa o tempo todo te olhando a perguntar: “quando é que vc vai me levar pra cama?”
o outro, de 36, disse que dispensou uma mulher porque ela perguntou pra ele, enquanto ele tocava uma linda canção ao violão: “vc não vai me comer hoje, não?” Ele ofereceu a porta da rua, gentilmente. Insultado, reduzido ao falo, revoltou-se.
Aqui cabe aquela frase: cuidado com o que você deseja, porque pode acontecer. Não foi isso o que o homem médio sempre desejou? Mulheres que dessem sem frescura, sem cinema e jantar com champagne? Mulheres que desaparecessem depois da transa, como por encanto? Outros morriam de rir repetindo que fulano disse que paga a puta para ela ir embora depois da transa, não pelo sexo. O outro dizia: a mulher ideal se transforma em pizza lá pela meia noite e meia. Pois então, taí o que vc queria. Queria?
Já as mulheres reclamam que querem dar e os homens não querem mais comer, estão todas insatisfeitas, dizendo que os homens correm de compromisso mesmo qdo elas não querem compromisso e nunca ficam tempo suficiente para saber. Há quem lamente que, para alcançar a igualdade entre os sexos, as mulheres copiaram os homens em tudo. E aí, erraram na mão, fazendo inclusive o que odiavam que os homens fizessem.
Vingança? Perda de fé? A mim parece que as mulheres simplesmente mudaram de lente e aprenderam que nem só de amor vive a cama. Lei do mercado, folks, proposta feita, proposta aceita.

eu acho que eu vi um gatinho
19 Junho, 09

vi sim, vi sim!
até que a morte os separe
17 Junho, 09
No primeiro café da manhã sem a mulher, ele sentou-se à mesa, comeu pão com manteiga, café, leite e nem tocou no queijo. A empregada notou, achou que fosse fastio de tristeza: “…mas o senhor nem comeu o queijo, o senhor come queijo todo dia…” E ele: “Eu odeio esse queijo, eu comia esse queijo pq ela comprava, botava na mesa, me obrigava a comer esse queijo horrível. Nunca mais vou comer isso na vida”
70 anos comendo, diariamente, o queijo que odeia pra não contrariar a mulher!!!! É como ter ficado 70 anos com uma corrente presa ao pé, arrastando aquela bola de ferro pra sempre. Depois que ela morreu, ele finalmente vai comer o queijo que gosta, se é que ele sabe do que gosta. Alguém aí achou fofo? Pelamordedeus…

a praia e the green lamp
16 Junho, 09
Quando nasci, morávamos em Copacabana. Antes dos 4 anos de idade já morava em Ipanema, de onde só sai aos 20 e tantos para um exílio no bas fond de Copacabana, morando sozinha pela primeira vez, no Lido, sub-bairro de Copa onde o pau come, a vaca tosse, a onça bebe água e a cobra fuma. Mas tem praia. Fiquei 4 anos. De lá vim pra cá, pro Leblon, onde estou há 12 anos e a 3 quadras da praia. Pretendo ficar.
A vida toda vivi na praia, depois parei de ir, viciei, desviciei, reviciei, andei, corri, nadei, pedalei, usei de todas as formas e pra tudo. Uma longa história de amor, ausências incluídas. Atualmente estamos in love forever.
Na caminhada de hoje, segunda, 15h, frio do cacete, último fiapo de sol, um monte de gente estava estudando na praia. Canetinha marcadora de texto, xerox grampeado, livro, lápis, borracha… Me lembro de ir estudar pro Vestibular, sob protestos do meu pai, na praia. Estendia a canga, despejava o mochilão cheio de apostilas e livros, como se fosse na toalha da mesa da sala e pronto! Passava o dia ali. Passei pra Federal, sorry!
Na mesma hora pensei nas bibliotecas de filme americano, com aquela luminária default verde (sabe aquela?*), e olhei a praia vazia, e vi como é legal a pessoa poder estudar e levantar os olhos pra refletir no horizonte, misturar os pensamentos na paisagem, dar um mergulhinho pra refrescar, tomar um mate e comer biscoito Globo. Sempre com o foco no estudo, dona da própria concentração. Ser seu próprio silêncio de biblioteca.

Angra dos Reis, RJ, ontem
*fui procurar no google uma foto da tal luminária e descobri que a green lamp tem até um site só pra ela, feito por gente que, como eu, acha estranhíssimo esse objeto cênico ser tão frequente. Quer saber qual é? Vai lá http://findthegreenlamp.com
vai passar
10 Junho, 09
um dia eu vou acordar e não vou mais lembrar e pronto, acabou.

confessionário III
5 Junho, 09
eu já paquerei um cara feio em busca de um jardim secreto

andei por andar andei e todo caminho deu no mar
Fases do coração
2 Junho, 09
eu tava ensaiando, no estúdio Floresta, com o Moyseis Marques, pro lindo show de lançamento do novo CD dele, Fases do Coração, que fizemos sábado passado no Circo Voador. Um daqueles momentos de glória da vida… O fato é que, em pleno ensaio, a Elisa Addor sacou da bolsa um chocolatinho Alpino, aquele da forminha dourada. Quem viu, arregalou o olho.
Para tudo! Tenho uma reclamação a fazer: o Alpino não é mais o mesmo. Ficou mais doce, mais grudento e mais artificial. Destemperaram o Alpino. Um amigo meu escreveu pra Nestlé e disse: “…vcs acabaram com a minha vida, eu era dependente químico do velho Alpino. Vou me matar, adeus.”
Mas aí a Elisa tirou o chocolatinho da bolsa e todo mundo arregalou aquele olhão. Eram quase duas horas da tarde, o ensaio tinha começado às 10 da manhã, horário considerado plena madrugada pelos músicos de hábitos noturnos. Todo mundo chega amassado, atrasado, sem comer, de ressaca e resmungando: isso são horas de estar no mundo?
O fato é que todos arregalaram aquele olho e eu pensei: Também quero chocolate e… eureka! musse, musse de chocolate, musse de Alpino! Quem ouviu, babou com a idéia. E fiz! Confesso que comer musse de chocolate em camarim de estréia é meio engraçado, ainda mais sem ter a aparelhagem necessária, mesmo quando a produção é hipereficiente. Mas eu quis fazer naquela hora, naquele dia, com a vibe do momento e pronto! Quem achou uma colher e uma brecha na emoção e na agitação, pra parar e comer, amou!
Na tentativa de corrigir o erro da Nestlé e desadoçar um pouco o resultado final, usei uma barra de Alpino e uma de chocolate com 53% de cacau, derretidos e misturados lentamente em banho-maria. O sabor ficou maravilhoso, realmente desadoçou. Quando os dois estavam perfeitamente incorporados, desliguei o fogo e misturei duas caixinhas de creme de leite, em temperatura ambiente, com o batedor tipo fouet, aquele que pode ser de arame ou de silicone, como o meu.
Misturei cuidadosamente até ficar tudo liso e brilhante e lindo. No começo, a massa endurece e dá a impressão de que vai dar errado. A parada embola, fica com uma cara feia, mas persista, ela fica cremosa depois. Só pra saber: essa é uma receita bem basicona do famoso ganache, perfeito pra rechear coisas e/ou comer de colherinha.
Pra virar musse, adiciono claras. Pô, gasta uma graninha aí e compra uns ovos orgânicos! Os ovos Korin são saudáveis e estão à venda nas boas casas do ramo. Bati 8 claras em neve firme e misturei, com o batedor, ao ganache, leeeeeeeentameeeente, até incorporar tudo e desfazer aqueles grumos das claras. Fica mole, só endurece ao gelar. Tá pronta!
Aí, geladeira por muitas horas. Essa musse demora a endurecer mais que as outras (pq o novo Alpino… grrrr)
Em homenagem a uma fofíssima brincadeira e a um apelido que ganhei, aconselha-se fartamente servir essa musse com cerejas ao marraschino, que podem ser picadas, beeem escorridas e misturadas à musse antes dela ir pra geladeira ou podem simplesmente ir por cima de tudo, só na hora de servir. Amo desde criancinha!
E como nada disso seria possível se não fosse pelo CD, eu vos batizo de Musse fases do coração.

bamba, num samba, do impasse nasce mais uma canção
P.S.1 Moy, sucesso, forever!
P.S.2 Ah, Vinícius, eu também tenho saboneteiras.