consumo

10/10/2012

não me interessam lugares turísticos que perderam a identidade para serem bons para turismo. não tenho vontade de ir a nenhum shopping center, nenhuma mega cidade, mais nenhum lugar onde os supermercados vendam xampus, sabonetes, biscoitos, iogurtes e material de limpeza que sejam da Kraft ou da Gessy-Lever. acho o fim do mau gosto da globalização mudar o nome de um chocolate de Kri pra Crunch, de Lollo pra milkybar, só pra ele poder ter o mesmo nome no mundo todo. A quem interessa isso? também não quero beber água da Nestlé, detentora de mais de 70% de todas as fontes de água potável do mundo. isso significa que, em alguns anos, pra beber água, será necessário beijar os pés da Nestlé. mas quem se importa?

pode me chamar de rabugenta, de velha pq, esse tipo de pensamento, só mesmo qdo a gente teve tempo pra pensar, pesquisar, refletir, ler e entender como as coisas funcionam. qdo a gente é jovem quer pertencer, quer status, beber aquela bebida, vestir aqueles jeans. usar marcas e grifes é isso: um pertencimento a um universo que alguém disse que é melhor e, portanto, nos tornaria melhores, nos diferenciaria, também. é pela ilusão de exclusividade que se paga tão caro. bolsa michael kors, relógio rolex, óculos prada, roupa chanel, sapato Manolo Blahnik. tudo maya. tudo ilusão. parece maravilhoso, mas não satisfaz nunca.

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mitológica

24/07/2012

andei sumida. a vida tem horas que é indizível. escrevi e parei no meio de mil posts. experiências impossíveis de transmitir. o ano que passou vai ficar pra sempre na memória como aquele em que não enlouqueci. desisti, claro, mas não contei pra ninguém, pq se a gente desiste publicamente, tem que dar satisfação, explicar o inexplicável. a mãe fica sem dormir, o pai fica ligando pra saber se está td bem, a irmã não tem como ser mais fofa tentando ajudar, os amigos ficam querendo fazer alguma coisa, sem poder.  sumir no mundo foi o único sonho que me restou. amor é uma coisa maravilhosa de ter, e aceitar o amor é a melhor auto-ajuda que existe. em respeito a tanto amor e delicadeza, desisti mas fiquei quieta, em silêncio, sabendo que tudo passa, que não adianta ficar desesperada e que o momento presente é o que importa. só me mexia quando alguém estava olhando, cumprindo a tabela do esperado. É uma tática para se parecer vivo, quando não se está. tudo muda, as coisas boas e ruins, não tem jeito. sabendo disso, sobrevivi.

recuperar e ressignificar uma vida é uma reconstrução cansativa, dolorida, que traz sempre a sensação do Sísifo, aquele eterno infeliz mitológico que passou a vida empurrando uma pedra montanha acima, só pra vê-la despencar lá do alto e começar tudo de novo. pointless. sou acidentada por dentro. tenho um senso cruel de realidade e não-sonhos por causa de um fio terra que nunca me libera. o medo da prisão aprisiona. minha sobrinha de 11 anos falou que eu sou como aquela personagem da novela que diz: “ainda não nasceu o homem que vai mandar em mim”.  acertou, a bandida.

justa causa

04/07/2011

tá bem, vcs podem  me despedir por abandono de emprego, pq eu ando sumida daqui, mesmo! Sempre entro, rabisco alguma coisa e guardo nos rascunhos, não se salva nada à altura de vcs. Então, espero a roda girar e daqui a pouco volto cheia de assunto pra cantar no meu terreiro

out

10/03/2011

são tantos empreendimentos…

procura-me

18/03/2009

se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí

fui ali, volto já

se alguem me encontrar por aí, favor devolver neste local. 

recompensamos.

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