apocalipse now

09/11/2016

Qdo me perguntaram o que eu desejaria como última refeição, no corredor da morte, caso eu alguma vez o visitasse, pensei: peixe frito com cerveja. Robalinho, trilha, sardinha… Peixe frito, pra mim, tem que ser inteirinho e pequeno, passado no fubá, acompanhado de limão cortado na hora. Cerveja tem que estar glacial. Fritura mora na rua, ao lado da cerveja gelada. Delícias que visito e desfruto com respeito, na rua.

Comprei peixe fresco e temperei com limão, pimenta e alho. Era pra assar. Uma amiga veio trocar ideia, sobrou cerveja.

Golpes, Temer, Crivella, Cabral/Pezão. Trump. O mundo acabando, na minha frente.

Salguei o peixe, passei no fubá, e usei azeite, muito azeite de verdade. E fritei peixe em casa, pela primeira vez. E abri a cerveja. E cortei o limão.

Foda-se.

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rainha da noite

22/06/2010

aposentei o título de rainha da noite, que ostentei por muito tempo, não por virtude. No passado, não havia um boteco onde eu nao tivesse ido, um bolinho que eu não tivesse provado, um chope que eu não tivesse tomado.  Morro de inveja de quem continua. Não pratico como praticava, mas permaneço boêmia de raíz, adoro uma noitada, dou um boi pra não sair de casa e uma boiada pra não voltar. Não tenho o menor medo de andar na rua na madrugada, nem de ver o sol nascer antes de dormir. Depois de experimentar outros aplicativos, faço uma puta força, mas realmente acho que a vida sem boemia é uma chatice de casa e televisão e cineminha e jantar fora e bater papo e cama.  Chata. Me divirto mesmo é com os loucos e circulo super bem nesse meio masculino das noitadas, da bebedeira, sem frescura. Ambiente de poucas mulheres. O que é ótimo. Nada como uma boa noitada na segunda-feira, por exemplo, só com profissionais do ramo.

Há séculos seculorum sou assim e adoro meus amigos boêmios e o clima alegre e difuso da madrugada. Atualmente tento fugir do programa comer e beber como, dizem, o diabo foge da cruz. Mas devo confessar que ainda acho que o melhor programa do mundo é tomar cerveja com amigos, conversando e morrendo de rir a noite toda, comendo coisas deliciosas até o sol nascer, ou além. Já disse que faço a linha última-a-sair, né?

Por essas e outras, este ano me convidaram para ser jurada do concurso Comida di Buteco que julga 31 bares da cidade e premia aquele que tiver o melhor desempenho, puxado pelo petisco que inventaram para o evento. Lá fui eu, experimentar delícias de perto e de longe. Meus votos não revelo, claro, mas recomendo tudo, vejam aqui:


ambos do Aconchego Carioca, que vale que caravanas se desloquem pelo deserto, nem que seja para comer o ultimo bolinho de feijoada da face da terra. Vale, mesmo, juro! Aqui, o Futrica da Roça, filé de porco com banana caramelada e o Cordeirito, ragu de cordeiro com polenta de… Doritos! Delicioso, pode crer!

Aí em cima, a parada é no lindo de morrer Varnhagen, na praça idem, Tijuca. O Bar é demais, completamente botequim roots, com a Dona Maria, a dona da casa, vindo perguntar se tá gostoso. Tava demais, a picanha suína bem temperada e macia com salada de batata. Coisa simples, difícil de fazer.

Aqui a Casquinha à Vila do Chã, de Bacalhau, que tb era uma delícia! Do Bar Urca. Que tem, de  bônus, aquela vista de tirar o fôlego.  Aliás, essa:

sorry, folks

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