do atacado e do varejo

26/02/2009

Caminho todos os dias na areia da praia, de biquini, de canga amarrada na cintura, havaianas uma em cada mão. Vou de blusa até a praia. Tiro a blusa pra andar e deixo-a presa na pochete da garrafinha de água, na cintura. Gosto de pegar, na pele, sol ou chuva ou mormaço ou o que estiver rolando.

Hj fui caminhar em direção a Ipanema, saindo do Leblon, onde moro. Fui encontrar um amigo.  Quando cheguei em Ipanema, me dei conta de que a minha blusa desaparecera, e eu estava portanto, em Ipanema, de canga e sem blusa. Até aí tudo bem, to na praia. Encontrei meu amigo, conversamos horas, o dia anoiteceu, vamos embora? vamos, mas eu to sem blusa.  Ah, bobagem, tá na praia. Claro, ok.

Mas aí, de volta ao Leblon, saindo da praia à noite, descendo a rua, o mundo inteiro em outra vibe, de repente eu fiquei sem graça de cruzar com o flanelinha nosso de cada dia, vestindo só sutiã. É frescura?  Achei estranhíssima a possibilidade de cruzar com o seu Ferreira, o portugues do bar da esquina, e ele me ver assim, tão de perto. Ou então o apontador do bicho, ou o entregador da locadora que sempre vem aqui pegar os filmes. Claro que aqui no Rio todo mundo tá habituado a andar meio pelado, a ver gente pelada o tempo todo. Mas uma coisa é o atacado, a outra é o varejo.

Cheguei em casa pensando em como deve ser sair na Playboy, países altos e baixos desnudados a la vonté e cruzar com o manobrista no elevador do shopping. Corpo é corpo, todo mundo tem igual, mas ainda assim, tem que ser muito macho pra encarar uma dessas.

Aí, Playboy, nem adianta me convidar que eu não vou! ;) pisc

Playboy, nem adianta me convidar ahuahauahuah

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5 Respostas to “do atacado e do varejo”

  1. maray said

    sabe, já me senti assim um dia: encontrei meu ginecologista onde não esperava encontrar, numa reunião social. Fiquei constrangidíssima! Sei lá, é bobagem, mas fiquei 🙂

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  2. fabio said

    hahaha…adorei este post, e é a mais pura verdade, existem situações que às vezes, mesmo fazendo parte de nosso cotidiano, nos deixam sem graça. Imagino como vc deve gter se sentido.

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  3. é igual a encontrar nosso analista de mãos dadas com alguem, na fila do cinema. Parece que a gente tá vendo uma cena proibida!

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  4. adelson said

    andrea,
    eu sempre pensei isso, direto, imagina: a cidadã sai na playboy, “nu artístico, uma coisa muito plástica,o fotógrafo foi super sensível”, e aí ela vai saindo de manhã, o porteiro sentado atrás daquela mesinha, bom dia dona fulana, olhando pra ela e na gaveta da mesinha está com a revista aberta conferindo os detalhes com o original.muito estranho hein.
    e pior ainda:imagina esse povo q faz troca de casais e tal e tudo. daí sai de uma esfrega daquelas, podendo ter rolado inclusive um kelvi ocasional, e de manhã em casa, 2a feira, digamos, ela fala pra ele: mozão(?), ou então, benhê(?), tá acabando o açúcar e o papel higiênico tb já foi. e tem reunião hoje na escula de fulaninho jr. ah, e hoje tenho q ir no ginecologista sem falta. deve ser phoda hein. haja cabeça pra uma coisa dessas.

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  5. pois é, mas eu já li que liberar seu conjuge pra farra funciona como um mega ciume às avessas. Vc libera, mas assiste. Pra nao ter a menor chance do cara ficar com outra sem vc saber. Entendeu? Libera numas, noutras, tudo igualzinho aos normais…

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