Caminho todos os dias na areia da praia, de biquini, de canga amarrada na cintura, havaianas uma em cada mão. Vou de blusa até a praia. Tiro a blusa pra andar e deixo-a presa na pochete da garrafinha de água, na cintura. Gosto de pegar, na pele, sol ou chuva ou mormaço ou o que estiver rolando.

Hj fui caminhar em direção a Ipanema, saindo do Leblon, onde moro. Fui encontrar um amigo.  Quando cheguei em Ipanema, me dei conta de que a minha blusa desaparecera, e eu estava portanto, em Ipanema, de canga e sem blusa. Até aí tudo bem, to na praia. Encontrei meu amigo, conversamos horas, o dia anoiteceu, vamos embora? vamos, mas eu to sem blusa.  Ah, bobagem, tá na praia. Claro, ok.

Mas aí, de volta ao Leblon, saindo da praia à noite, descendo a rua, o mundo inteiro em outra vibe, de repente eu fiquei sem graça de cruzar com o flanelinha nosso de cada dia, vestindo só sutiã. É frescura?  Achei estranhíssima a possibilidade de cruzar com o seu Ferreira, o portugues do bar da esquina, e ele me ver assim, tão de perto. Ou então o apontador do bicho, ou o entregador da locadora que sempre vem aqui pegar os filmes. Claro que aqui no Rio todo mundo tá habituado a andar meio pelado, a ver gente pelada o tempo todo. Mas uma coisa é o atacado, a outra é o varejo.

Cheguei em casa pensando em como deve ser sair na Playboy, países altos e baixos desnudados a la vonté e cruzar com o manobrista no elevador do shopping. Corpo é corpo, todo mundo tem igual, mas ainda assim, tem que ser muito macho pra encarar uma dessas.

Aí, Playboy, nem adianta me convidar que eu não vou! ;) pisc

Playboy, nem adianta me convidar ahuahauahuah

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