consumo

10/10/2012

não me interessam lugares turísticos que perderam a identidade para serem bons para turismo. não tenho vontade de ir a nenhum shopping center, nenhuma mega cidade, mais nenhum lugar onde os supermercados vendam xampus, sabonetes, biscoitos, iogurtes e material de limpeza que sejam da Kraft ou da Gessy-Lever. acho o fim do mau gosto da globalização mudar o nome de um chocolate de Kri pra Crunch, de Lollo pra milkybar, só pra ele poder ter o mesmo nome no mundo todo. A quem interessa isso? também não quero beber água da Nestlé, detentora de mais de 70% de todas as fontes de água potável do mundo. isso significa que, em alguns anos, pra beber água, será necessário beijar os pés da Nestlé. mas quem se importa?

pode me chamar de rabugenta, de velha pq, esse tipo de pensamento, só mesmo qdo a gente teve tempo pra pensar, pesquisar, refletir, ler e entender como as coisas funcionam. qdo a gente é jovem quer pertencer, quer status, beber aquela bebida, vestir aqueles jeans. usar marcas e grifes é isso: um pertencimento a um universo que alguém disse que é melhor e, portanto, nos tornaria melhores, nos diferenciaria, também. é pela ilusão de exclusividade que se paga tão caro. bolsa michael kors, relógio rolex, óculos prada, roupa chanel, sapato Manolo Blahnik. tudo maya. tudo ilusão. parece maravilhoso, mas não satisfaz nunca.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: