cores do Rio

24/01/2011

O Rio de Janeiro tem praia de branco e de preto. A praia no eixo Leblon-Arpoador me parece assim: branca em toda a extensão do Leblon, mas ali perto do posto 12 e, de novo, no finzinho do Leblon, há uma turma de pretos. No Jardim de Alah, dos dois lados, a praia é dos pretos. Pausa para a Anibal, a Garcia e o território dos gringos, que tem de tudo. O coqueirão, seguido pelo Posto 9,  mistura um pouco de tudo, peronomucho. Parece que mistura, mas não mistura, sabe como é?

Pausa para as tatuagens. Outro dia, juro que li nas costas de um cara, de ombro a ombro, a frase “há malas que vão para Belém”. Há tb o hábito de tatuar nomes de filhos nos antebraços, nome do amor no cóccix  e sobrenomes nas costas, além de carregar nos tribais proto-polinésios e nos  ideogramas japoneses e nos caracteres árabes, all over.  Moças tatuam a nuca. Rapazes, os braços.

Mais à frente vem a praia gay, mais ou menos até ali depois da Teixeira de Melo, bem parecida com a frequencia da praia dos gringos. Antes da ponta do Arpoador tem a praia da moda. Muita gente dia e noite na praia, tomando champagne, descontraidamente. Vai chegando o Arpoador, vai empretecendo. O Arpoador é a praia mais preta do Rio, parece até que eu estou na Bahia. Branco destoa.

Claro que tudo isso tem a ver com a geografia social desses bairros e blá blá, mas nao to fazendo analise sociológica, to fazendo análise cromática. Estamos em plenas férias escolares, verão escaldante, a praia no auge da ocupação e lotação. O Rio de Janeiro está em sua máxima potência.

Em toda a extensão da praia, pretos e pretas trabalham atendendo às múltiplas clientelas. Desde que o samba é samba é assim.

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