amor-chinelão

12/09/2013

não, eu não acho todos os casais fofos e nem acho que as pessoas ficarem juntas por anos e anos é, necessariamente, uma vitória linda . acho que a grande maioria dos casais se suporta. vê-se nos olhos aquela tristeza existencial, aquela mornidão, aquele silêncio na hora do jantar. e aquele apego ao fato de ser alguém que tem alguém. ao meu ver são poucos, raros, os companheiros que se gostam, que se acompanham de verdade. a maior parte permanece cultivando o  improvável oásis do felizes para sempre, do juntos em todas as horas. mas, a maioria dos solteiros se sente só, diz a moça. e a dos casados, também. até pq, um casal morno mal faz sexo e não se diverte mais. é só um casal, um objeto pra tirar foto.  e viveram infelizes pra sempre.

mas, o mais deprimente de todos é aquele casal que já se separou pq o negócio ficou chato, um dos dois se apaixonou por fora, foi viver sua paixão, feliz da vida, e o outro ficou arrasado. e aí… aí, depois de um tempo, acaba voltando pq as paixões acabam ou ficam chatas como o casamento. a vida é dura, né? a pista é escorregadia, dá trabalho, é difícil encontrar uma pessoa bacana. e, bem, o que mais deseja um pé cansado da pista do que um chinelão? aí eles voltam.

amor-chinelão. to fora.

a partir de hj vou fazer um post por dia durante uma semana. a realidade é que as redes sociais me roubaram do meu blog. os pensamentos instantâneos, os leitores imediatos, tudo isso acaba dando preguiça de vir até aqui desenvolver ideias e lapidar palavras.

me sinto mal de estar tão distanciada da minha segunda maior alegria, que é escrever. intimidade é coisa pra todo dia, não pra visitas esparsas. quero voltar.

e aproveito pra dizer que eu acho o dominguinhos um dos maiores de todos os tempos.

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