na faixa*

17/05/2010

“…seu problema é de faixa etária”, diz minha amiga, tentando me dizer que eu devia ir procurar a minha turma.

Com os pés na areia, começo a pensar que o tradicional método cronológico de classificação etária está errado. A parada deveria ser como na capoeira.  O cara joga, joga, joga (na escola da vida, né, moy?). Um dia, ele vai pra roda e joga com várias pessoas diferentes, de níveis diferentes, pra mostrar o que aprendeu. Se ele se der bem na roda, troca a cor da corda da cintura. Isso independe da faixa etária dele, só depende do jogo. O cara vai jogando, ficando mais esperto, mais treinado e vai trocando de faixa. Mas só se ficar mais malandro.

Nem sempre os mais velhos são mais malandros, nem sempre os mais novos são mais ágeis. O que importa é a qualidade do jogo.

* aproveito para esclarecer para os cariocas que, em SP, uma coisa “na faixa” é uma coisa grátis, tipo assim: damas grátis até meia noite = minas na faixa até meia noite.

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