a gira

18/11/2010

no sonho, girávamos bem lentamente numa ampla cadeira giratória, lenta como a terra, as translações e os movimentos de rotação. Talvez fosse um balanço de vime pra dois, pendente do teto,  ou uma namoradeira antiga, girando em câmera lenta, assento floridinho, rosa chá e azul acinzentado.

Talvez fosse uma cama redonda, travesseiros de plumas das barbas azuis de gansos alvos, como alvas eram as paredes caiadas daquele quarto, branco como os lençóis de 500 fios de algodão egípcio. Varandas nos dois lados, portas abertas e janelas azuis, ventando cortinados e mosquiteiros. Entre o céu e nós, de quina, os cacos vermelhos de telha do telhado,  o escoadouro das chuvas mirando no ralo. A encosta é grega: pedra e sal, branco e azul, agua e luz.

Era eu e vc, às gargalhadas, rolando de rir enquanto nosso quarto girava, nossa cama rodava e o reggae rolava trazendo a justiça para o mundo. Coisa fina esse sonho que eu tive. Eu e você por sobre um mar azul piscina, a areia branca invadindo a piscina do  mar azul, filtrando a cor, filtrando o sol, o sol ardendo, aquela felicidade da pele. fibra ótica.

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