joio e trigo

03/02/2011

Avança, pula uma casa, perde a vez, volta vinte casas, recomeça. E vai aprendendo a jogar. Me sinto amadurecendo, aprendendo a ser eu mesma, diminuindo os filtros, tentando conciliar meu desejo de ser com o que é possível ser, respeitando atavismos, valores básicos, relaxando. Vigilante, mas sem ser tão madrasta, tão sargenta, tão madre-superiora. Tem uma hora em que a gente aprende a ver até onde dá pé e a partir de onde não dá mais. E eu sou rebelde, louca desvairada, sem começo nem fim. Bandida, solta na vida, sob medida.

Brigo muito comigo mesma e quero trégua. Quero relaxar, parar de me sentir perseguida por mim mesma, sempre insatisfeita. Quero acreditar que é possível ser feliz fora do quartel. Conflito é a base do movimento. A vida que tenho me faz gulosa, quero sempre mais, pq sempre acontece de tudo, muito, o tempo todo. Viciei. Fico pensando na brevidade do tempo, na vontade de viver tudo o que há pra viver. Fico pensando que um dia não vou mais me acabar de sambar. É o contrário de aproveitar o tempo perdido. Aproveito pra frente, acumulando pros dias de chuva.

Por um átimo eu me permito, me perdoo, me divirto comigo mesma, me admiro, me desejo e me convido pra dançar, só mais um pouquinho, enqto dura essa breve contradança. Ou esse vento.

 

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