todos os meus amigos, homens, mulheres, de  qq idade e orientação sexual reclamam da mesma coisa: ninguém quer se comprometer. nem o encontro mais mágico, nem as sincronicidades, nem as afinidades, nem os carinhos, nada faz a pessoa amada ficar ou voltar em três dias. todo mundo já começa avisando que “no momento não to querendo me amarrar a ninguém”. Mesmo que vc seja a oitava maravilha do mundo. aliás, ninguém quer a oitava maravilha do mundo pra chamar de sua.

uma outra tendência é namoro com mais de duas pessoas, ao mesmo tempo. casais de três, multidisciplinares. dois com ela, duas com ele, um por cima, outro por baixo e vamo que vamo. substitui um, outro fica no banco. todo mundo bissexual. já estou me sentindo duplamente do século passado pq, além de ser, ops, heterossexual , tb sou monogâmica (com o perdão da má palavra). já fui abordada tipo: “e aí, gata, vc faz a três?” e eu: “não”. ele, com desdém: “mas por quêêê???” eu: “é que eu desconcentro”. A outra modalidade de relacionamento é um namoro aberto, onde todo mundo pode fazer biscate, a la vontê, desde o dia 1 da história. A outra novidade é que muitos homens gays, que nunca pegaram mulher na vida, agora estão experimentando pra ver como é. sem corporativismos.

essa obrigação de aproveitar a vida, de se esbaldar.  tanto estímulo, imagem, zoeira, rotatividade, festa, luxúria, sensualidade, permissividade, sinestesia, oferta, drogas, delícias, consumo. a sensação de estar perdendo alguma coisa, ao optar por outra, sugere que o melhor, mesmo, é ficar com tudo. e nem sei se tá certo ou errado. eis a questão

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