O técnico do meu computador, há anos, é uma pessoa muito especial. Todo mundo acaba fã. Ele é um cara de paz, de boa vibe, sorrisos e competência. Realmente um doce de criatura. Com o tempo, ficamos amigos. Ele e a mulher, igualmente fofa, vira e mexe vão aos meus shows. Muito queridos.

Hj ele esteve aqui e, enquanto trabalhava,  conversamos sobre a vida, como sempre fazemos. Eu contei que estou meio perdida, pq vou perder a fonte de renda fixa q tenho tido nos últimos 12 anos e de repente me deu um pânico de tudo, de nao saber como vou pagar o aluguel, ao mesmo tempo em que a minha carreira está indo especialmente bem, apesar de eu não ganhar (quase) dinheiro algum com ela.  Comento que faço de tudo pra manter a calma e não sofrer por antecipação, que estou investindo em outras frentes, que o tempo dirá, que tudo pode acontecer, que nem adianta querer fazer planos, que sei que planos não acontecem como planejamos…

Realmente, todos os dias faço um exercício zen de desprendimento, enqto me preparo para uma nova realidade desconhecida.  Dispenso a faxineira-amiga de 12 anos e choro no banheiro.  Mas o tempo não é meu. O rio nunca apressa suas águas.

Ao mesmo tempo em que ele achava a solução pro problema insolúvel do computador, o rapaz que consertava um problema de luz aqui, tb encontrou a saída. A luz foi feita, fiat lux! Brincamos que foi o mesmo anjo, que veio aqui dar jeito nas coisas. Na mesma hora agradeço intimamente e peço pro anjo stand by me, esse anjo da luz.

Quando ele saiu, computador ok, vejo que ele deixou uma página aberta, com uma frase que ele tinha citado no nosso papo:

“Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.”

Corro pra varanda, pra agradecer, comovida. Ele sorri.

Senti uma piscada de anjo e renovei minha fé na vida e no porvir. Rezo de novo, pra nunca deixar de reconhecer os milagres cotidianos, que dão colorido à estrada.

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