O I ching, oráculo chinês das antigas, tem lá um jeitão todo particular de dar recados, tipo assim:

“Retirar-se não é o mesmo que fugir. Na fuga, busca-se apenas salvar a si mesmo, a qualquer preço. A retirada, ao contrário, é um sinal de força.”

Eu sou do tipo última-a-sair. Obsessiva, compulsiva e lenta nos movimentos. Mas até eu sei que tem uma hora em que tem que pedir a conta, pagar, levantar e sair. E dar as coisas por terminadas. Desapegar, desencanar, acreditar que o fim não é necessariamente ruim. O fim pode ser encarado como começo.

A gente, muitas vezes, insiste em permanecer onde está, por apego e por achar que a gente pode dominar tudo e mudar o rumo das coisas.  Muitas vezes esgarcei intenções, requentei desejos e tentei reeditar sonhos, em vão. Eu também sou do tipo que acha que tudo na natureza, incluindo nós, funciona em ciclos. Amor, casamento, namoro, amizade, trabalho, fases, lugares, turmas. Não é só o que é ruim que tem que acabar. Coisa boa também acaba. Eis a questão: a hora de pedir a dolorosa e bater em retirada com toda honra e toda glória.

%d blogueiros gostam disto: