a paz

18/06/2013

milhares de pessoas ganham as ruas do Brasil. cada um tem lá a sua demanda, sua verdade, sua revolta e seu jeito de reclamar. todos legítimos. meu coração se enche de angústia pq, embora eu saiba que esse é o caminho do bem, estou descrente. só a poesia mais profunda poderia me salvar das aflições existenciais que me atormentam nesses tempos de vida adulta. não conseguindo sublimar, sem encontrar a palavra curativa, me entrego à inércia, só por hoje. me deixo ficar prostrada na frente do computador, vestida para malhar, incapaz de levantar, lendo sem parar. nada digo. ruídos demais. silenciemos.

retiro

01/10/2010

melhor, mesmo, ter ficado em casa esta noite. em noites como esta, se saio, não volto. não tenho medo da rua. ando, bebo, converso. em noites assim, brancas, sem lua, clima semifredo, a rua é minha, a madrugada me pertence. acordo a jovem vampira e invoco o velho poder de nunca envelhecer, de nunca me cansar, de nunca deixar de ficar acordada.  um tal de correr pra esquecer, uma saudade seiládoquê, uma vontade que não é.  melhor, mesmo, ter ficado em casa esta noite.

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