mea culpa

22/03/2013

somos todos iguais. Tá, uns mais iguais que outros. uns completamente diferentes. passamos a vida procurando nossos pares e deles nos aproximamos e ficamos agrupados assim, por afinidades. algumas reais, algumas presumidas, algumas apenas desejadas. nos aproximamos do que nos identifica, ou do que desejaríamos que nos identificasse. mas a vida não permite esses territórios fundamentalistas. no dia a dia, a gente esbarra com gente – de bem – totalmente diferente da gente. amigo de amigo, amigo de parente, parente de parente, parente de amigo. não tem como evitar e nem deve. é saudável saber respeitar outros mundos. o exercício diário de tolerância com a diferença, mesmo aquela que nos agride os valores, que nos incomoda, que nos indigna, é um dever de casa da vida, que recebemos todo dia, se quisermos, pra aprender alguma coisa. me envergonho de pensamentos preconceituosos, de pré-julgamentos, de achismos, de definições apriorísticas, de classificações e antecipações indébitas. me envergonho da minha mente tacanha disfarçada de aberta e disponível.  todos os dias, quero tirar de mim essa mentalidade classe média cega e burra e alçar voos do tamanho do mundo real, onde tudo pode, onde tudo existe, onde tantas verdades co-habitam.

essa é a minha oração. é por isso que, todos os dia, bato no peito, peço perdão e confesso: mea culpa, mea maxima culpa. prometo melhorar. amém.

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mea culpa*

23/01/2009

de novo errei

mais uma vez, confesso, deslizei

de novo te pedi perdão

ouvi, pela primeira vez,  da sua boca um não

antigamente, a sua porta estava sempre aberta para mim

eu ia e vinha, pintava e bordava ao meu bel prazer

 agora é tarde

quando eu bato vc não está

perdi a graça pra vc de tanto vacilar

vc estava ao meu lado, me queria bem

andei errada, mas no fundo também não amei ninguém

 não tem desculpa, mea culpa

aprendi uma lição

por querer tudo, perdi tudo

e fiquei com a solidão

amarela1

*para ouvir, visite: www.andreadutra.com.br é a música de abertura do site. Letra e música de minha própria autonomia (né, amiga?), cantada por mim e tocada pelos meus amigos Henrique Martins, o maéééstro, no violão de 7 cordas, Wellington Monteiro no cavaco,  Bruno Cunha e Bebeto Sorriso na percussão. Coisa fina: la garantia soy yo!

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