Até hoje quebro ovos do jeito que vi num filme, na infância. Acho que era o Jack Lemon fazendo um omelete pra Marilyn, ou pelo menos é assim que lembro. Aquilo me pareceu tão genial e definitivo que, mesmo criança, gravei o movimento e repito até hoje. Continua sendo a melhor forma de quebrar um ovo.

Todas as vezes em que acendo um fósforo, lembro do Felipe dizendo: vai rodando devagarzinho, pra chama pegar direito. Rodo o palito de fósfoto, controlo a chama, e dá sempre certo! E assim aprendi um monte de coisas na vida, observando as pessoas e escutando os conselhos.

Depois minha irmã me falou sobre o inventário de referências de valores pessoais. Quem ensinou o quê, quem mostrou o quê. Achei genial de novo, pq é exatamente o que eu faço, desde o Jack Lemon. Internamente, sempre dou o crédito pra quem me ensinou um gesto, uma palavra, um atalho, uma solução. E esse é o meu inventário mais precioso, minha memorabilia, meu museu, minha enciclopédia de degraus, minha história.

 

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