o mundo é assim, esse emaranhado de gente diferente. uma embolada de crentes, de ateus, de fundamentalistas, de libertinos, de permissivos, de budistas, de cariocas, de puritanos, de safados, de ladrões, de bonzinhos, de semideuses, deuses, e wannabe deuses. e tem também nós, os hors concours, que nunca estamos quite incluídos em nenhum grupo específico, pq temos uma lente de aumento para nossas particularidades, que nos dá essa proteção contra a classificação genérica. somos o fiel da nossa balança.

Se todos fossem iguais a nós, o mundo seria um bom lugar pra se viver? ou não é possível viver só de plena concordância e harmonia, sem opostos, sem conflitos, sem contrários e, em pouco tempo, a gente estaria ansiando pela diferença? se, vira e mexe, discordamos de nós mesmos, mudamos de ideia, como é possível pensar num equilíbrio permanente, entre pessoas diferentes? a natureza é feita de dias e noites e escuros e claros e silêncios e sons e ação e reação, yin e yang. sem polaridade não há movimento. sem movimento não há vida.

a liberdade é como o sol: para todos. sem distinção de etnia, credo, instrução, classe social ou nacionalidade.  é com esse barulho que a gente tem que aprender a dormir.

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