para chegar ao portão do castelo, será necessário driblar os crocodilos que habitam o fosso que circunda os muros. e compreender sua lógica, que não há.

depois de atravessar o fosso, será preciso cruzar a ponte elevadiça, que pode não estar arriada, e derrubar o portão de madeira pesada, trancado a sete chaves e tacheado com pontas de ferro e munido com línguas de fogo. há o risco de óleo quente ser derrubado de cima das torres, por sobre aqueles que ousarem tentar macular o silêncio da cidadela.

para penetrar no pátio central, e chegar ao jardim, há uma barreira de cães ferozes, famintos de mil guerras. o jardim está deslumbrante e florido, mas há espinhos nas rosas polpudas, cujo perfume se alastra impelindo o invasor a prosseguir.

será necessária a fibra de um guerreiro, a perspicácia de um sábio, a destreza de um mago, a delicadeza de um  bardo e a inocência de um bobo, para invadir o jardim, conhecer suas delícias, suas damas da noite, suas sombras generosas, suas fontes de água limpa, a rosa. e seus espinhos.

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