nos esbarramos, mais uma vez na vida, depois de tudo, agora na fila do banheiro.

vc está bêbado, eu estou bêbada. a música está alta. vc diz:

– “vc foi a mulher com quem tudo foi mais de verdade comigo, sem eu precisar mudar nada, e por isso eu acho que vc nem existe.”

sorrio, garbosa. acho que somos especiais, um quase-casal assim, de qualidade interestelar.

(nosso amigo bêbado diz, baixinho, abraçado a nós dois, na fila do banheiro: “vcs vão parar de tentar?” sorrisos, tapinhas, pô, qualé?)

Vc conclui: “mas se vc fosse a minha mulher, será que vc não seria igual a qq mulher?”

O benefício da dúvida, que bênção…

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