finito

11/07/2013

quando eu era mais nova, me achando dona do tempo, andava pela rua de cabeça erguida,  ostentando a minha juventude, que gritava que eu ainda tinha tudo pela frente, podia tudo. podia, mesmo. o que eu não sabia é que, mesmo depois dos 30, mesmo depois dos 40, ainda posso tudo. e que o tempo não é privilégio da juventude. o tempo é privilégio dos vivos.

saber que a vida é um pavio que vai queimando ininterruptamente dá raiva, dá medo, dá revolta, mas é um bom motivo pra espanar a poeira da frescura, pular por cima da dúvida, derrubar o muro da vergonha, enxugar as lágrimas, acabar com o mimimi, abrir o peito e fazer tudo. tudo.

quando a gente cresce, a gente descobre que não é só morrer que acaba com a vida da gente. morrer é fácil. quero ver é continuar viva enqto houver vida, com a mesma cabeça erguida, encarando o tempo, gozando com a existência e tirando proveito da finitude. quero ver!

Outro dia eu falei pra uma amiga beeem mais nova, que reclamava do tempo:  a gente passa a vida achando que está envelhecendo. e qdo realmente começa a envelhecer, a gente fala: ah, então era isso! eu era jovem, e não sabia.

susan sarandon

17/01/2012

estou, tipo assim, a susan sarandon: ruiva (once ruiva, sempre), maravilhosa, independente, gostosa, complexa, divertida, inteligente e coroa.

estava preparada pra tudo. menos pra ser coroa:

ai, ai.

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