palavra

30/01/2012

me preocupo com o destino dos brasileiros, e/ou aspirantes, que não sabem usar o pacote default de (brazilian) portuguese, aquilo a que se chamou língua portuguesa/brasileira (a culta, a inculta, a oculta e a linda). é como entrar num RPG sem saber usar suas habilidades.

tá bem. problema meu. tenho especial apreço pela linguagem. primeiro, a sensorial, seguida de perto pela musical e pela escrita. Arrisco dizer que a linguagem não-verbal dá de dez, de mil léguas submarinas em todas as outras. mas a palavra é senhora.

sei, também, que a linguagem falada tem sua própria vida, e que língua é feito gente: muda todo dia, com seu interlocutor e com as intempéries. as palavras vão sendo usadas e se modificando. A gente usa e percebe: há uma atualização disponível para esse aplicativo. E quando a gente se liga, a gente já ta usando, abusando, transformando. é assim que se dá a evolução da nossa espécie. pelo verbo, desde o início.

vejo as palavras como velhas almas femininas, evolutivas, que detêm saberes e fazem muitos filhos. elas contêm a história de todas as gerações das gerações, remontando às raízes, e delas se utilizam. Palavras carregam, em si, as marcas da humanidade. Condensam significados e estão abertas a novas propostas. estão vivas.

as palavras, seus similares e seus operadores, garantem que o mundo nunca vai cair na monotonia. no princípio, era o verbo.  E no fim, o verbo ainda reverberará.

%d blogueiros gostam disto: