tatibitati

10/01/2011

As crianças são budistas de nascença. Quando estão ainda na época da inocência, elas não têm auto-imagem, nao têm um nome a zelar. Simplesmente são o que são. Elas não se olham no espelho, antes de sair e pensam: minha bochecha tá fofa? minhas dobrinhas estão mordíveis? essa fralda me deixa gorda? Simplesmente vivem, se relacionando com o que está em volta, exclusivamente no momento presente, sem nunca se preocupar com o futuro ou remoer o passado. O universo é novo, o tempo todo, para as crianças. Elas apreendem, experimentam, provam, cheiram, pegam, largam, escolhem e podem mudar de idéia à vontade.

Um bebê não pensa: ah, vou deixar isso pra amanhã; pra um bebê não existe amanhã. Só existe o aqui e o agora. Se ele quer alguma coisa, ele berra, se joga, pede, chora, esperneia.  Se não quer, nao tem santo que o convença. Se ele tem sono, dorme, se tem fome, come, se tem medo, chora. Gosta das pessoas pelo que elas são com ele, independente de cor, raça, credo, peso, formação ou classe social. Se não gosta de alguém, não vai no colo de jeito nenhum e nunca, nunca finge ou mente.

Depois, vão desiluminando com o tempo e um dia, pimba!, ficam assim, gente como a gente…

minha amiga mabel e eu, no tempo da delicadeza

 

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