a gira

05/09/2011

a roda gira numa velocidade frenética. sei que nao é assim pra todo mundo. mas as pessoas também não estão prestando atenção ao que está em volta. a vida é suficiente. dinheiro, não. por isso é melhor ser do que ter. ser não acaba e pode mudar o tempo todo. a gente chora, é mais um giro da roda. depois ela para em outros lugares, melhores e piores, on and on. pisar o chão, cantar uma canção, comer um doce, mergulhar no mar, como dar valor ao banal, como ter certeza de que os sentidos estão plenos, ligados para perceber a tonalidade de cada elemento que nos atravessa e apreciar a sua particularidade e impermanência? difícil é focar no que o tempo trás, não no que ele tira. há glamur na vida, mesmo de cara lavada e tênis. mesmo sem um puto no bolso. de repente, pintar as unhas me pareceu uma coisa estranhíssima, logo eu, que nunca economizei nos adjetivos. os amigos nos mostram quem somos, porque os escolhemos e porque fomos escolhidos por eles. algumas amizades merecem ser mantidas por questões históricas, para que possamos nos reconhecer depois que a gente tiver se modificado completamente. fazer amigos novos é uma das boas coisas pra se fazer na vida, sempre. favor nao confundir intimidade com invasão de privacidade. gosto mais de mim quando a pomba gira está de frente. ah, os homens gostam, sim, das gordinhas.


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6 Respostas to “a gira”

  1. Andrea,
    Por uma dessas coincidencias da vida, era tudo que eu precisava ouvir “right now”. Obrigado.

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  2. carlucho dantas said

    Vou discordar só num ponto:tudo isso que você indica e contempla e goza e etcs é da ordem do que você tem ou não tem.Voz,beleza,generosidade,inteligência,neurose,sacanagem,e outros quetais( igualzinho a muita gente).A gente só é o que a gente tem.E tem a grana ou não tem a grana( que é bom à beça ,desde que não sejamos muito babacas para cair no conto da sedução deslumbrada de certas mídias ,na verdade a cultura de um modo geral empurra pra essa horror que você aponta tão bem).
    O tal do ser é neura do tal Sr.Descartes e que invadiu o nosso ocidente por inteiro. Aliás, o Sr.Shakespeare também parece ter se confundido ao dizer To be or not to be.Deveria ter dito Haver ou Não Haver,esse é o trágico da tal vidinha.É que talvez ele não tenha isso na língua dele.A nossa, Fernando Pessoa,Guimarães Rosa e outros, é mais rica.E a gente tem aí tudo.Inclusive essa minha arrogância histórica.
    Aliás,a gente não TEM se encontrado ao vivo….Beijão
    0.2

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  3. carlucho, tava doida que vc comentasse esse post, pq esse dominio do haver e do nao haver é seu. eu falo do ser como um mutante, nao como uma coisa estanque, talvez me referindo à liberdade de poder mudar, de não ficar preso a um modelo. mas vc tem razão. os bens imateriais também são bens. buda também era assim, da turma do fernando pessoa e do MD. Minha temporada de mil shows deu uma acalmada agora. Vamos nos ligar e nos ver?!! beijao

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  4. alziro, então you made my day 😉

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  5. Thaís said

    tb tenho achado pintar as unhas uma coisa esquisita.

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  6. thais, ai, as cantoras, vivem enfeitadas e um dia cismam de nao pintar a unha! rs

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