o amor nos tempos do vale tudo

07/07/2011

todos os meus amigos, homens, mulheres, de  qq idade e orientação sexual reclamam da mesma coisa: ninguém quer se comprometer. nem o encontro mais mágico, nem as sincronicidades, nem as afinidades, nem os carinhos, nada faz a pessoa amada ficar ou voltar em três dias. todo mundo já começa avisando que “no momento não to querendo me amarrar a ninguém”. Mesmo que vc seja a oitava maravilha do mundo. aliás, ninguém quer a oitava maravilha do mundo pra chamar de sua.

uma outra tendência é namoro com mais de duas pessoas, ao mesmo tempo. casais de três, multidisciplinares. dois com ela, duas com ele, um por cima, outro por baixo e vamo que vamo. substitui um, outro fica no banco. todo mundo bissexual. já estou me sentindo duplamente do século passado pq, além de ser, ops, heterossexual , tb sou monogâmica (com o perdão da má palavra). já fui abordada tipo: “e aí, gata, vc faz a três?” e eu: “não”. ele, com desdém: “mas por quêêê???” eu: “é que eu desconcentro”. A outra modalidade de relacionamento é um namoro aberto, onde todo mundo pode fazer biscate, a la vontê, desde o dia 1 da história. A outra novidade é que muitos homens gays, que nunca pegaram mulher na vida, agora estão experimentando pra ver como é. sem corporativismos.

essa obrigação de aproveitar a vida, de se esbaldar.  tanto estímulo, imagem, zoeira, rotatividade, festa, luxúria, sensualidade, permissividade, sinestesia, oferta, drogas, delícias, consumo. a sensação de estar perdendo alguma coisa, ao optar por outra, sugere que o melhor, mesmo, é ficar com tudo. e nem sei se tá certo ou errado. eis a questão

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6 Respostas to “o amor nos tempos do vale tudo”

  1. Esse papo de gay pegando mulher é falta de vergonha na cara. :)))

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  2. soraya said

    tá certo e errado. ou seja: tudo é tudo e nada é nada! 🙂

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  3. maray said

    certa vez, no meio de uma terapia, meu terapeuta perguntou se eu já havia transado com outro homem. quando disse que não, ele arregalou os olhos e perguntou: mas não tem curiosidade?
    Também me senti préhistórica, daquele tipo onde transar com alguém tinha que ser por algo maior do que só curiosidade…
    Mas não ligo pra isso mais.Como dizia teu conterrâneo: os cães ladram e a caravana passa. Aliás, tudo passa. A dois, a três, ou a suruba generalizada. Um dia passa.
    bjs

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  4. Luanda Cozetti said

    um dia passa mesmo…é só não olhar pra trás e virar estátua de sal…

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  5. maray, isso aí, tudo passa!

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  6. Ingrid said

    Tudo é nada,demais tambem vira nada.
    E se tudo completo já nos dá dias vazios, imagina quem ‘tem’ de mais?

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