até que a morte os separe

17/06/2009

eles foram casados por quase 70 anos. Ela morreu com quase 90, ele tá quase lá.

No primeiro café da manhã sem a mulher, ele sentou-se à mesa, comeu pão com manteiga, café, leite e nem tocou no queijo. A empregada notou, achou que fosse fastio de tristeza: “…mas o senhor nem comeu o queijo, o senhor come queijo todo dia…” E ele: “Eu odeio esse queijo, eu comia esse queijo pq ela comprava, botava na mesa, me obrigava a comer esse queijo horrível. Nunca mais vou comer isso na vida”

70 anos comendo, diariamente, o queijo que odeia pra não contrariar a mulher!!!! É como ter ficado 70 anos com uma corrente presa ao pé, arrastando aquela bola de ferro pra sempre. Depois que ela morreu, ele finalmente vai comer o queijo que gosta, se é que ele sabe do que gosta. Alguém aí achou fofo? Pelamordedeus…

algum veneno antimonotonia

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17 Respostas to “até que a morte os separe”

  1. oculos said

    Bom, eu já li a história do cidadão que, de tanto a esposa insistir, acabou gostando de mamão… Mas comer queijo por 70 anos sem gostar…

    Mas não é essa a essência do casamento, de qualquer forma? 🙂

    Bjim!

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  2. oculos, qual é “essa” essência, na sua opinião? fico curiosa, por isso mesmo fiz esse post.

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  3. Credo!!! Que coisa mais horrível. E não deve ser amor. O amor nunca vai te forçar a comer o queijo que não gosta pela vida afora… Foto linda essa do chão.

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  4. Elisa said

    carái véi… parece novela né não? mas olha, minha essência de casamento tem uns anos que tá bem gostosa sabia? estando vivendo tal experiência, digo que é possível … Bjs

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  5. alziro, o amor pode ser coisas variadas, depende do autor, né? 😉 chão original da igreja da matriz, em angra dos reis, lindo mermo

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  6. claro, zoca, tudo é possível! acho que as essências são de cada casal, acho q não há uma essência em comum aos casamentos. Talvez houvesse, antes, qdo era obrigado ser casado, mas agora…

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  7. oculos said

    olha, muito embora possa parecer uma crítica ao casamento, ele, de fato, no meu fraco modo de ver (que sei eu disso?), é uma negação de si mesmo. É um eterno acostumar-se. Todos nós temos tantas indiossincrasias… Tem gente que convive numa boca com tudo, tem pessoas que se incomodam com o barulhinho ao se respirar, a risada mais alta, tampa do vaso de sanitário, etc. Ou seja, o casamento é um compromisso a ceder um pouco de si e impor um pouco de si a outra pessoa. E talvez nem todo mundo seja talhado pra isso…

    Ou será que temos que aprender a sê-lo?

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  8. óculos, acho que ceder é regra em qq relacionamento. tipo chegar pro lado pro outro caber do seu lado no sofá. mas o resto ainda to querendo saber. se souber, me fala… rs

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  9. Putz, isso é que é casamento…

    Baideuei, esqueci completamente a propósito de que você mandou aquela dos nossos heróis morreram de overdose? Tô ficando velho…

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  10. maray said

    acho que a questão não é comer o queijo, sei lá..talvez seja a cara de satisfação do outro perguntando e aí, tá bom o queijo que eu trouxe? Eu já engoli muito sapo só pra ver sorriso feliz na cara de quem amo. No frigir dos ovos, valeu a pena. Só o que não dá é pra fazer de má vontade e depois jogar na cara, tipo aquela raiva rançosa de casais mal resolvidos. Se for com tesão, tá valendo. Eu acho. Embora felicidade mesmo deva ser gostarem os dois do mesmo queijo 😉

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  11. Beá Meira said

    Tem uma história que li num trabalho acadêmico de uma amiga: Uma mulher gostava tanto da moela, que toda refeição que tinha frango, deixava de comê-la para dar ao seu filho. O filho por sua vez odiava a moela, mas comia para fazer a mãe feliz!
    Pode tanta infelicidade?

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  12. beá, socooorro!!!

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  13. googala said

    Devia ser um daqueles queijos brancos com gosto de geladeira…
    Me dá o endereço do véio que vou mandar um gorgonzola daqueles…

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  14. ahahahah, guga, se ele come4r gorgonzola a esta altura, vai ver deus!

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  15. este comentário é do carluchodantas@blogspot.com, que por algum estranho motivo, nao consegue comentar aqui: ” Até que a morte os separe” ” O problema é sempre do queijo! Ia ser de quem ou do quê? Senão não era casamento. Esse tal de morar junto – tal como em mal estar de estupidez dizem os lacanianos que, felizmente não são o Lacan) como o OUTRO.E Outro aqui é tudo! ValeTudo= Saúde.Porém, prudentemente. Afinal, a carne é fraquinha, fresquinha, igual queijo.
    Beijo enorme,
    Carluchiando.

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  16. teresa said

    coitado…

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  17. teresa, como será isso, né? aos quase 90? ai, ai

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