a praia e the green lamp

16/06/2009

Quando nasci, morávamos em Copacabana. Antes dos 4 anos de idade já morava em Ipanema, de onde só sai aos 20 e tantos para um exílio no bas fond de Copacabana, morando sozinha pela primeira vez, no Lido, sub-bairro de Copa onde o pau come, a vaca tosse, a onça bebe água e a cobra fuma. Mas tem praia. Fiquei 4 anos. De lá vim pra cá, pro Leblon, onde estou há 12 anos e a 3 quadras da praia. Pretendo ficar.

A vida toda vivi na praia, depois parei de ir, viciei, desviciei, reviciei, andei, corri, nadei, pedalei, usei de todas as formas e pra tudo. Uma longa história de amor, ausências incluídas. Atualmente estamos in love forever.

Na caminhada de hoje, segunda, 15h, frio do cacete, último fiapo de sol, um monte de gente estava estudando na praia. Canetinha marcadora de texto, xerox grampeado, livro, lápis, borracha… Me lembro de ir estudar pro Vestibular, sob protestos do meu pai, na praia. Estendia a canga, despejava o mochilão cheio de apostilas e livros, como se fosse na toalha da mesa da sala e pronto! Passava o dia ali. Passei pra Federal, sorry!

Na mesma hora pensei nas bibliotecas de filme americano, com aquela luminária default verde (sabe aquela?*), e olhei a praia vazia,  e vi como é legal a pessoa poder estudar e  levantar os olhos pra refletir no horizonte, misturar os pensamentos na paisagem, dar um mergulhinho pra refrescar, tomar um mate e comer biscoito Globo. Sempre com o foco no estudo, dona da própria concentração. Ser seu próprio silêncio de biblioteca. 

quem vai pra beira do mar, iáiá, nunca mais quer voltar

Angra dos Reis, RJ, ontem

*fui procurar no google uma foto da tal luminária e descobri que a green lamp tem até um site só pra ela, feito por gente que, como eu, acha estranhíssimo esse objeto cênico ser tão frequente. Quer saber qual é? Vai lá http://findthegreenlamp.com

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2 Respostas to “a praia e the green lamp”

  1. Luanda Cozetti said

    tchutchuca!
    “ser seu próprio silêncio de biblioteca” …eu te amo…

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  2. te amo, tb, lulu. vc é seu proprio silencio de biblioteca, que eu sei 😉

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