mario broder

30/01/2009

eu chamei o  taxi da cooperativa, como sempre. Entrei e ele disse logo: eu sou o pai do rapaz que perdeu o carro pra Globo, blá blá. Contou uma história doida, que eu desconhecia. Ele se auto-intitula Mario Broder, o cara que frequenta salões de dança e por causa disso acabou ganhando um taxi pq umas senhoras precisavam de um motorista e se cotizaram pra comprar o carro dele.  Depois disse que conhece todo mundo do samba, inclusive aquele cara, sabe? aquele gordo que é empresario de todo mundo. Muito meu amigo, esqueci o nome. Os cabelos, caju. Cordão de prata, pulseiras, muitas. De prata. Luvas de dirigir azuis.

Depois disse que inventou o cartão de visita interativo, isto é: ele manda fazer cartões Disque Taxi, para motoristas de taxi em geral, coloridos, um carrão na frente, design arrojado e tal e, no verso, tem lacunas pro cara preencher com nome, telefone, um estouro! Inventou também os cartões Disque Manicure, Disque Bombeiro e Disque Eletricista.  Quase pedi pra ele inventar o Disque Cantora. “Eu já carreguei muito artista – ele disse  – inclusive aquele rapaz, o cantor, aqueeele do rap…  Daniel Pescador”.

!

quando vc for ao samba, pergunta pelo mario broder

quando vc for ao samba, pode perguntar pelo mario broder...

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6 Respostas to “mario broder”

  1. Elisa said

    Daniel Pescador é sensacional! Mario Broder num é aquele joguinho da Nintendo? Nintendo Nada 🙂

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  2. bruno said

    ah, gostei da história. (pra variar né).
    cara, a memória não carregou direito a essa hora, mas tenho q levar los folgaditos pro colégio.
    mas o último verso, em portuga, não é como eu coloquei. é:
    ‘ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas’. já viu coisa mais linda? nem chão de estrelas.
    ah, não resisto, vou botar tudo aqui,(q papo brabo q ficou hein.rs), não achei em inglês right now, depois vou botar lá:
    nalgum lugar em que eu nunca estive,alegremente além
    de qualquer experiência,teus olhos têm o seu silêncio:

    no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
    ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto

    teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
    embora eu tenha me fechado como dedos,nalgum lugar
    me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
    (tocando sutilmente,misteriosamente)a sua primeira rosa

    ou se quiseres me ver fechado,eu e
    minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
    assim como o coração desta flor imagina
    a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;

    nada que eu possa perceber neste universo iguala
    o poder de tua imensa fragilidade:cuja textura
    compele-me com a cor de seus continentes,
    restituindo a morte e o sempre cada vez que respira

    (não sei dizer o que há em ti que fecha
    e abre;só uma parte de mim compreende que a
    voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
    ninguém, nem mesmo a chuva,tem mãos tão pequenas.

    besos, dançarina.
    yo soy funcionário, como sabes.

    ( tradução: Augusto de Campos )

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  3. AHAHAH, Ecato, querida, aquele que ele é um pintor de parede, de macacãozinho e bigode! rs bjs

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  4. I don’t know what’s about you that opens and closes… ai, ai, que coisa linda!

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  5. Bruno said

    ah, não consigo escolher, e desafio você:

    e.e. cummings – somewhere i have never travelled, gladly beyond

    somewhere i have never travelled, gladly beyond
    any experience,your eyes have their silence:
    in your most frail gesture are things which enclose me,
    or which i cannot touch because they are too near

    your slightest look will easily unclose me
    though i have closed myself as fingers,
    you open always petal by petal myself as Spring opens
    (touching skilfully,mysteriously)her first rose

    or if your wish be to close me, i and
    my life will shut very beautifully ,suddenly,
    as when the heart of this flower imagines
    the snow carefully everywhere descending;
    nothing which we are to perceive in this world equals
    the power of your intense fragility:whose texture
    compels me with the color of its countries,
    rendering death and forever with each breathing

    (i do not know what it is about you that closes
    and opens;only something in me understands
    the voice of your eyes is deeper than all roses)
    nobody,not even the rain,has such small hands

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  6. nao é pra escolher, nao, menino, isso nao foi feito pra isso! coisa mais linda, meu deus!

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