sob o domínio do medo

21/03/2014

a rua está pesada. cenhos fechados, olhares duros. defensiva-agressiva bombando. a gentileza morreu. os sorrisos se apagaram. todo mundo defendendo o que acredita ser seu, com unhas e dentes, aos trancos, às cotoveladas.

as pessoas estão tristes pq precisam sair das suas casas pra morar em lugares que não conhecem, pq nao podem mais pagar o que cobram onde sempre moraram. as pessoas estão cabreiras. os ladrões invadem prédios e condomínios e roubam o que bem entendem e saem lépidos e fagueiros, como se nada houvera. as pessoas estão apavoradas com os preços, e trabalham cada vez mais, desesperadamente, só pra poderem continuar vivas, trabalhando cada vez mais, desesperadas pra pagar os preços que alguém atribuiu às coisas.

desculpem, não tenho nenhuma novidade boa pra contar. todas as novidades que chegam a mim, neste país, me fazem me retrair, me recolher, me intimidar, me fechar na minha concha enquanto faço planos de ir morar numa ilha deserta e viver de pesca e frutas. e só.

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4 Respostas to “sob o domínio do medo”

  1. Aqui também a vida anda um horror! O capitalismo selvagem da grana maldita venceu! Me leva pra sua ilha, vamos pescar, plantar, cantar e ler. Xanadu!

  2. nem eu, que sou toda festinha, tenho nada melhor pra comentar no momento… sorry :(

  3. ai, ai, que ilha nos restará?

  4. ahahaha, toda festinha… total! nem vc, né, moreca?

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