2008
31/12/2008

todo mundo que hoje diz: “acabou”, vai se admirar. o show tem que continuaar
cantada
30/12/2008
Visualize a sequencia*:
Uma virada masculina, clássica, de pescoço
acompanhada de comentário
de um pescador sorridente
a cujo sorriso faltava dentes, bem na frente
a vara de pescar, no ombro
o peito trazia aberto
andar altivo e dolente
camiseta de português, barriga, bermuda e chinelo
em direção ao Caminho dos Pescadores
Leme, Rio de Janeiro, apagar das luzes de 2008:
“Ai, que garoupão!”
*(Sem acento diferencial e sem trema, mermo. O trema caiu! Agora as pessoas vão dizer: “Eu sou do tempo do trema”. Dã.)
A voz do coração
28/12/2008
Quando a gente acha algo que está procurando, a gente sabe que achou. A mesma coisa acontece com as decisões que a gente tem que tomar. A decisão é uma porta que se abre para um novo corredor cheio de novas portas. Não se pode retroceder. Não que a decisão do coração seja necessariamente a melhor, é a única. Aqui na minha terra a razão nunca vence, porque preciso conseguir dormir à noite. A voz do coração não me deixa dormir até que eu a obedeça. Ela manda em mim.
Quando o coração bate o martelo, levanta da mesa e encerra a questão, ouço e obedeço, como Sherazade.

- the countless days, the endless nights that I have searched…
Deu no MarinaW!
26/12/2008
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“26.12.08
… pois adoro bacalhau.
23.12.08
22.12.08
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A cantora amiga do gerente sou eu! Agora fala a verdade: Esse não é o sonho de todo blogueiro?
O blog MarinaW é o New York Times dos blogs, entendeu? To missi! Sorry, periferia!
quando éramos flores*
19/12/2008
*originalmente escrito por ocasião do aniversário de um amigo, mas que serve, tipo assim, de mensagem de fim de ano.
Faz tanto tempo que nos conhecemos, que nem sei mais se foi nas carruagens, quando éramos reis, ou nas caravanas quando, ciganos, paramos pra acender o fogo, tocar e dançar.
Será que foi nas galés, prisioneiros sem futuro, ou singrando mares, piratas em busca de ouro? Ou quando fomos portugueses no ultramar, índios flechando o invasor, cangaceiros saqueando tudo? Será que foi quando éramos flores?
Pode ter sido nos navios negreiros em que viemos da África ou nas colheitas dos campos de algodão. No Paleolítico inferior, na Lemúria, em Atlântida ou numa esquina dos Jardins do Éden. Ou teria sido nas longas cavalgadas, quando vivíamos nômades nos desertos de sal, nas arábias, nas ásias maiores e menores, nas terras dos pigmeus? Pode ter sido numa daquelas naves que a gente pegou pra mudar de planeta. Numa casa de ópio na Indochina. Ou numa noite dessas, a alma passeando, quem sabe seu cordão de prata enroscou no meu? Quem é que vai saber dizer o dia em que nos descobrimos?
Quantos pães multiplicamos, quantos copos dividimos, quantos cachimbos fumamos em nome da paz? O quanto aprendemos, o que perdemos, contra o que lutamos, o que almejamos nesse nosso longo caminho? Pouco choro, muita risada. E música.
À nossa frente, se oferecendo pra nós, temos tudo o que ainda não vivemos. Bora celebrar! Hoje a festa é no nosso quintal.

Sorria, vc está aqui!
meninos, eu vi
15/12/2008

strike a pose, madonna
Auto de Natal*
12/12/2008
*Auto de automóvel, tá?
Pelo celular, ambas engarrafadas, minha irmã pergunta, bolada: porque é que o trânsito fica assim, sempre, em dezembro? As pessoas saem de carro pela rua feito loucas, comprando e enchendo o carro de compras de natal, é isso? Quem são essas pessoas? Por que tem mais carro na rua nessa época? Gente de fora, dizem. Mas a gente de fora tem carro com placa do Rio?
Realmente, isso é um clássico de natal: em dezembro o trânsito é péssimo! E depois rimos lembrando de uma outra verdade absoluta das ruas do Rio: Sexta-feira o trânsito é péssimo porque todo mundo sai de carro.
Como assim? Todo mundo vai de carro pro trabalho na sexta, pra já estar de carro depois do trabalho e ir pra farra direto? Jura que é isso? Se fosse assim, as casas noturnas estariam bombadas de tanta gente e não haveria estacionamento que bastasse. O que não é nem um pouco verdade. Ao contrário, a rua está cheia de gente sem grana, a pé, tomando cerveja no camelô e mijando na árvore mais próxima, seja na Lapa ou no Leblon de Manoel Carlos, onde se cobra 3 pau num café e 3, 5 mil pra se pintar um apê.
Ou será, como perguntou um outro amigo, que todos têm casas de campo e partem com seus carrões e suas famílias para seus chalés na Serra ou seus condomínios na Costa Verde? Também não me parece muito real…
notícias do front:
minha irmã liga de cel pra cel, mais uma vez engarrafada, enquanto escrevo este post e diz, às gargalhadas: “meu deeeus! Estou vivenciando uma superposição de tudo o que falamos ontem: hoje é sexta, está chovendo e é natal! fudeu!
me perdoe a pressa, é a alma dos nossos negócios
Rio-Santos
06/12/2008
fluxo borbulhante que não pára de correr nem pra descansar, nem pra dormir. calor que sai da pele pelos poros. vapor dentro de mim, maresias. da janela da van vejo pessoas a cavalo, carros velhos, casas feias, bicicletas levando crianças na escola, cachorros de rua, cidades pequenas, uma após a outra, passando pela estrada ao longo de nós, pessoas comuns. passam montanhas verdes, praias douradas, mares azuis, estradas de asfalto, rodas de samba, baixo Leblon. passa tudo e não passa vc.
Eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone


